Pesquisa eleitoral em pauta

O eleitor ainda discute os resultados das eleições de 2014. E os profissionais de marketing político já estão atentos às análises de agendas dos eleitos e às eleições de 2016. Daí surgem os estudos para avaliação de ações e medição de recall das agendas dos gestores públicos. Esses mesmos profissionais terão trabalho redobrado nas próximas eleições, previstas para 2016, para definição da Administração Municipal e Câmara. Já que é sabido que muitos eleitores estão cada mais vez mais atentos às ideologias e atitudes de candidatos e partidos políticos, sendo assim, mais críticos e analíticos na decisão de seu voto. Portanto, as pesquisas eleitorais já ganham espaço nos planos estratégicos de partidos, pré-candidatos e agências de marketing político. As pesquisas funcionam como uma espécie de bússola para as campanhas. Muitas das estratégias políticas e os planos de governos são elaborados a partir de estudo de opinião, com as informações coletadas junto aos eleitores brasileiros. Os desejos e as necessidades de uma população são bastante estudados para que um plano de governo seja elaborado e apresentado aos eleitores. O cenário de intenção de voto do eleitor pode sofrer “n” alterações até o final das eleições, até mesmo por que nomes dos candidatos ainda não estão definidos, as alianças e coligações partidárias também não. As campanhas vão para as ruas, por meio das reuniões, propaganda eleitoral em tv e rádio colaboram para a decisão de voto do eleitor. Porém, as pesquisas estratégicas são muito importantes para partidos, profissionais de marketing político e estrategistas, comunicólogos e outras áreas afins. As pesquisas de diagnóstico, a partir da aplicação de metodologias qualitativa e quantitativa, apontam, por exemplo, quais as políticas públicas são mais demandas pelo eleitor, qual a avaliação sobre as gestões atuais e sobre os serviços públicos prestados são (in)satisfatórios. De maneira geral, a população toma conhecimento especificamente das pesquisas de intenção de voto, que são publicadas na mídia. Além das pesquisas quantitativas, com perguntas sobre quem o eleitor pretende votar, com respostas espontâneas e estimuladas, ou seja, com um rool de nomes de prováveis candidatos, outras metodologias podem ser aplicadas. Entre elas, a realização de grupos de discussão, que faz parte da metodologia qualitativa. Essa metodologia é a mais adequada para o atual momento, para compreender os sentimentos sociais, os discursos, os aspectos influenciadores para esse momento tão frágil para a política nacional e que impactará nas próximas eleições. Para se ter uma ideia, esse tipo de ferramenta de apuração forma, em um primeiro momento, grupos de discussão com reuniões entre oito a dez eleitores cada, para averiguar quais são os principais pontos demandados pela população e quais aspectos estão chamando atenção da população que poderão trazer benefícios para o seu dia-a-dia. As pesquisas de diagnóstico de cenário são uma soma de metodologias, portanto, após a aplicação de grupos de discussão, as pesquisas quantitativa são realizadas. A partir dos estudos quantitativos, entrevistas são realizadas com uma amostra da população, que podemos dizer que uma parte que representa a maioria, que é dividida por gênero, faixa etária, cidade e região proporcionalmente ao Censo do IBGE e número de eleitores registrados do Tribunal Superior Eleitoral. Somente ao final do levantamento, a equipe de trabalho é capaz de interpretar corretamente os dados e, a partir daí, as equipes de planejamento e campanha eleitoral são capazes de definir os planos de campanha e propostas de governo. Vale ressaltar que, na corrida eleitoral, aquele que conhece de forma aprofundada não apenas o cenário político, mas também o perfil do eleitor, suas necessidades e desejos, tem nas mãos uma grande vantagem. Ressaltamos que um bom governante deve conhecer com profundidade as expectativas de seu povo, sendo assim, os levantamentos de opinião devem ocorrer antes, durante e após as eleições. Portanto, os eleitos não devem parar de utilizar essa ferramenta estratégicas após serem eleitos, devem realizar avaliações periódicas de governo.